“Uma doença da mãe… tem um efeito traumático no bebê, porque o bebê está totalmente dependente do ambiente (a mãe) para que seu processo primário de maturação se realize.”
- Winnicott, “Holding and Interpretation: Fragment of an Analysis” (1986).
Na depressão materna, a mãe é mais apática, irritada e menos responsiva. Isso significa que ela demonstra dificuldades em perceber, interpretar e responder adequadamente aos sinais do bebê, como choro, sorriso e balbucio.
“A situação de desamparo na infância é a primeira fonte de ansiedade, e o perigo real a partir do qual a angústia se desenvolve é a perda do objeto [materno] que a protege.”
- Freud, “Inibições, Sintomas e Ansiedade” (1926 [1925]), Capítulo X.
Há alguns pequenos erros de concordância e uma sugestão de estilo para melhorar o fluxo e a precisão do texto.
🧐 Erros e Sugestões Encontradas
1. Erro de Concordância Verbal (Singular vs. Plural)
- Trecho Original: “A separação-individuação e autonomia do filho se torna mais difícil…”
- Análise: O sujeito composto da oração é “A separação-individuação e autonomia” (duas coisas, portanto, plural). O verbo deve concordar no plural.
- Correção: “… do filho se tornam mais difíceis…”
2. Sugestão de Estilo e Clareza
O parênteses no final do terceiro parágrafo está confuso e parece interromper a ideia:
- Trecho Original: “… criando um vínculo patológico (ou se é excessivamente presente, intrusivo ou completamente apático).”
- Análise: O trecho entre parênteses “ou se é excessivamente presente…” refere-se ao vínculo ou ao filho? Ele está mal conectado à frase principal. A intenção parece ser descrever a natureza patológica do vínculo que pode se manifestar de várias formas.
- Sugestão de Correção (Reescrita): Mudar o foco para a descrição do vínculo.
✅ Versão Corrigida
Abaixo está o texto com as correções gramaticais e as melhorias de clareza incorporadas:
Na depressão materna, a mãe é mais apática, irritada e menos responsiva. Isso significa que ela demonstra dificuldades em perceber, interpretar e responder adequadamente aos sinais do bebê, como choro, sorriso e balbucio.
Isso aumenta o senso de desamparo e desorganização, levando à insegurança, desconfiança e dificuldades de integração do ego. A mãe se torna incapaz de conter e elaborar as ansiedades e angústias, levando a desordens comportamentais, afetivas e cognitivas.
O filho desenvolve uma autoimagem negativa, culpa excessiva, acreditando ser o “causador” da depressão da mãe. A separação-individuação e a autonomia do filho se tornam mais difíceis, criando um vínculo patológico que pode ser excessivamente presente, intrusivo ou completamente apático.
A falha persistente leva a introjetar a figura da mãe como “não-boa” ou “morta” (apática e sem vida).





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